Os piores defeitos são os da ALMA. Aquele pedaço
de pano que eu uso, minha maquiagem, meu cabelo, minha cor, meu gosto musical,
nada disso, nada, diz quem realmente sou eu. Por que eu nasci no século passado,
tenho mais de duas décadas de vida, e não, eu não nasci a partir do momento em
que VOCÊ me conheceu. Eu tenho um histórico de vida, tenho vivências de mundo
que só eu tenho, porque eu sou um ser humano único como VOCÊ. Meus pensamentos,
minhas palavras, minhas atitudes, isso sim me define. Não é minha roupa que vai
dizer quem eu sou. Até quando uma farda vai merecer mais respeito que um amigo?
Um terno será mais digno que um simples estudante? Um short curto será mais
ofensivo do que uma pessoa recalcada? Julgar os outros pela roupa já é mais que
ultrapassado, é como li outro dia, “draconiano” de tão obsoleto. Julgar é
inevitável, sim, “só Deus pode me julgar”, mas podemos admitir que isso faz
parte da nossa “moderada hipocrisia” de julgar, não só o outro ao seu lado, mas
tudo, tudo que nos envolve, que nos toca. Se julgamos, julguemos então com “bom
senso”! Julguemos o porquê das coisas, o porquê das pessoas, o porquê do MUNDO.
Quer me julgar? Me julga porque sou arrogante, alienada, prepotente, soberba,
egoísta, e por aí vai a lista. Mas, por favor, não tente me julgar quando minha
roupa ou minha música, não agrada seu jeito bitolado, sexista e medíocre de ver
o mundo.
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